Estágio de enfermagem: Materiais de bolso

Postagem com o intuito de fornecer informações e dicas sobre o que levar no seu primeiro estagio de clinica médica

MATERIAL DE BOLSO

  1. Caneta esferográfica: A cor da caneta vai depender do turno estagiado, se manhã sera utilizado azul, se noite sera utilizado vermelha para realizar a anotação de enfermagem.
  2. Caneta piloto: A cor sera indiferente. Sera utilizada para fazer a identificação do profissional que realizou o curativo, a punção venosa e etc.
  3. Caderneta de anotação: Preferencialmente pequena para caber no bolso do jaleco, anote os sinais vitais, quadros clínicos do paciente e evoluções. (É uma boa dica anotar tudo pois ao final do estagio terá que fazer a avaliação de estagio e se não anotar sera difícil lembrar-se)
  4. Calculadora (opcional): Sera utilizado para calculo de medicação, os cálculos são simples porém para se sentir mais seguro nas primeiras administrações pode se utilizar uma pequena calculadora.
  5. Tesoura: Preferencialmente pequena e sem ponta, sera utilizada para cortar fitas microporosas e esparadrapos quando realizar curativos.
  6. Termômetro: Sera utilizado para aferir a temperatura do cliente. (Sempre apos a utilização realizar assepsia do mesmo).
  7. Esfigmomanômetro: Sera utilizado para aferir a pressão arterial do cliente. (Não é mais utilizado braçadeiras de tecido).
  8. Estetoscópio: Sera utilizado auscultar a artéria quando for aferir a pressão arterial.
  9. Relógio analógico: Sera utilizado para aferir a frequência cardíaca e respiratória.
  10. Garrote: Ser utilizado quando realizar punção venosa (Porém você pode utilizar uma luva como garrote já que o garrote de tecido é anti higiênico).
  11. Organizador (opcional): Sera utilizado para organizar seus materiais no bolso do jaleco e evitar que os mesmos fiquem dispersos ou perca-os, no exercito eu utilizava estes para organização dos meus kits.
  12. Oxímetro (opcional): Sera utilizado para aferir a frequência cárdica e também verificar a saturação do cliente (em algumas escolas não é necessário comprar mas recomendo pois ajuda na agilidade do atendimento e quando entrar no estagio de pronto socorro principalmente).
  13. Óculos de proteção individual: Devido a falta de equipamentos de proteção individual em alguns hospitais, é aconselhável comprar.

DICAS

Vale ressaltar que não é necessário comprar matérias de alta qualidade ou primeira linha pois a função inicial deles é apenas o seu aprendizado.
Os materiais mais simples podem se mostrar mais eficientes, na hora de procurar seus matérias de bolso, escolha sempre pela funcionalidade e não pela aparência, já que um aparelho mais funcional pode ser mais prático durante o estágio.
Um exemplo disso é o estetoscópio. O rappaport é o mais famoso porém dificulta o aprendizado. Por ser duplo ele se torna tanto mais difícil de manusear (encaixar embaixo da braçadeira do esfigmomanômetro na hora de aferir a P.A.) já que é maior que o simples, quanto mais difícil de ouvir. Além do mais o rappaport é mais caro do que o simples. Porém, como você entrará em contato com cliente pediatrico, o rappapport pode ter um auxílio maior nessa função.

 

Bruno Apolinario, Colombo, PR, 03/01/2018

 

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Fratura e prótese femoral: Cuidados de enfermagem

A fratura de fêmur, hoje é considerada uma das principais causas de mortalidade nas populações idosas (4,2% da população total do Brasil), pois a mesma no desenvolver do seu quadro clinico tem complicações imediatas e também tardias. Postagem desenvolve alguns cuidados de enfermagem no paciente, e também acompanha material para apresentação em PowerPoint.

FPF

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Decidi para efeito mais dinâmico dividir os cuidados em fases operatórias

AMBIENTE HOSPITALAR

PRE-OPERATÓRIO

-Promover o conforto e tranquilizar o paciente quanto a cirurgia (As principais queixas do paciente em paciente com fratura de fêmur, são dor e incapacidade de mover o membro inferior afetado, neste contesto enfatiza-se a assistência de enfermagem no emprego das medidas para controle da dor e sua eficacia.

-Promover prevenções afim de evitar complicações do caso clinico atual. (Ex: Embolia gordurosa)

TRANS-OPERATORIO

-Atender as necessidades e expectativas da equipe cirúrgica exercendo a função de circulante de sala.

PÓS-OPERATÓRIO

-Transporte do paciente para REPAI e posteriormente enfermaria.

-Na REPAI aferir frequentemente os SSVV, afim de monitorar o estado geral do paciente.

-Reduzir o risco de infecção e lesão de pele (Realização da mudança de decúbito (3/3h), elevação adequada membro, monitorização da pele e das mucosas calor exagerado, drenagem, ressecamento ou umidade.

-Realização da higiene corporal adequada (Banho de leite se necessário e monitorização do estado geral da pele).

ESTA POSTAGEM SE ESTRUTURA NOS SEGUINTES ARTIGOS DE REFERENCIA: 

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UMA IDOSA COM FRATURA
PROXIMAL DO FÊMUR: ESTUDO DE CASO http://unifia.edu.br/revista_eletronica/revistas/saude_foco/artigos/ano2016/075_assistencia_uma_idosa.pdfjki

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS E CAUSAS DA FRATURA DO TERÇO PROXIMAL DO FÊMUR EM IDOSOS http://www.rbo.org.br/pdf/46-6/artigo_original_40_47.pdf

SLIDE

Slide – FPF

Bruno Apolinario, Colombo PR, 09/10/2017

 

Hemodinâmica: Assistência de enfermagem e dicas de estagio

Postagem com finalidade de compartilhar conhecimentos sobre assistência de enfermagem em unidade de hemodinâmica e dicas para estagio, adquiridos durante o estagio em clinica médica no Hospital Angelina Caron referencia em cirurgia cardíaca no estado do Paraná. Dia 31/08/2017

Hemodinâmica – Etimologia 

HEMODINÂMICA: (hemo = sangue + dinâmica = movimento), movimento do sangue. Originaria do grego, (haimo = sangue +  dynamis = força)

A unidade de hemodinâmica no hospital é o local onde se realizam procedimentos e diagnósticos nas respectivas especializações, cardiologia, neurologia e angiologia através da técnica de cateterismo.

Assistência – Dicas

ASSISTÊNCIA PRE

  • Orientações sobre o procedimento
  • Observação geral das condições do paciente (Jejum, alergias e medicações em uso)
  • Controlar sinais vitais
  • Preparo do paciente para o procedimento

ASSISTÊNCIA TRANS

  • Posicionamento na mesa
  • Curativo local

ASSISTÊNCIA PÓS

  • Retirada do introdutor arterial
  • Curativo local
  • Avaliação das condições do local do exame
  • Identificação de sinais de complicações

DICAS PARA ESTAGIO

  1. Se atentar para não confundir remoção do introdutor, com remoção de cateter puncionado para administração medicamentosa, pois o introdutor também se encontra em artéria braquial o que pode confundir alguns estagiários.
  2. Se atentar para presença de hematoma, hematoma retroperitonial e pseudoanemia, sob qualquer suspeita destes chamar o enfermeiro responsável (professor).
  3. O contato com sangue nesta unidade é maior que em outras, o aluno deve se atentar para o uso adequado dos equipamentos de proteção individual.
  4. Preparar material para curativo compressivo antes do procedimento de remoção.
  5. Localizar adequadamente artéria antes da remoção do introdutor arterial.
  6. Aplicar pressão adequada o local, apos retirada do introdutor no minimo durante 15 – 20 minutos ou até obter-se hemostasia.

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REFERENCIA

O FAZER DO ENFERMEIRO EM UNIDADE DE HEMODINÂMICA

http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/980/Graci%20TCC%20pronto%2022.12.pdf?sequence=1

CRUZ VERMELHA PARANA: HEMODINAMICA

http://www.cruzvermelhapr.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=31%3Ahemodinamica&catid=23%3Ahemodinamica&lang=pt

Bruno Apolinario, Colombo, PR, 05/09/2017

 

 

Sinais vitais – Valores de referencia e terminologia

 Material de apoio didático para estágios. Contem valores de referencias para os cinco respectivos sinais vitais, temperatura, pulsação, respiração, pressão arterial e dor.

TEMPERATURA – TERMINOLOGIA

Hipotermia: Temperatura abaixo de 35°C

Afebril: 36,1°C a 37,2°C

Febril: 37,3°C a 37,7°C

Febre: 37,8°C a 38,9°C

Pirexia: 39°C a 40°C

Hiperpirexia: acima de 40°C

VALORES DE REFERÊNCIA PARA A TEMPERATURA

Temperatura axilar: 35,8°C a 37°C

Temperatura bucal: 36,3°C a 37,4°C

Temperatura retal: 37°C a 38°C

PULSO – TERMINOLOGIA

TERMINOLOGIA

Pulso normocárdico: Batimento cardíaco normal

Pulso rítmico: os intervalos entre os batimentos são iguais

Pulso arrítmico: os intervalos entre os batimentos são desiguais

Pulso dicrótico: dá impressão de dois batimentos

Taquisfigmia: pulso acelerado

Bradisfigmia: frequência abaixo da faixa normal

Pulso filiforme: indica redução da força ou do volume do pulso periférico

VALORES DE REFERÊNCIA PARA PULSAÇÃO

Adultos – 60 a 100 bpm;

Crianças – 80 a 120 bpm;

Bebês – 100 a 160 bpm.

RESPIRAÇÃO – TERMINOLOGIA

Eupneia: respiração normal

Dispneia: é a respiração difícil, trabalhosa ou curta. É sintoma comum de várias doenças pulmonares e cardíacas; pode ser súbita ou lenta e gradativa.

Ortopneia: é a incapacidade de respirar facilmente, exceto na posição ereta.

Taquipneia: respiração rápida, acima dos valores da normalidade, frequentemente pouco profunda.

Bradipneia: respiração lenta, abaixo da normalidade

Apneia: ausência da respiração

Respiração de Cheyne-Stokes: respiração em ciclos, que aumenta e diminui a profundidade, com períodos de apneia. Quase sempre ocorre com a aproximação da morte

Respiração de Kussmaul: inspiração profunda seguida de apneia e expiração suspirante, característica de como diabético.

Respiração de Biot: respirações superficiais durante 2 ou 3 ciclos, seguidos por período irregular de apneia.

Respiração sibilante: sons que se assemelham a assovios

VALORES DE REFERÊNCIA PARA RESPIRAÇÃO

Adultos – 12 a 20 inspirações/ min;

Crianças – 20 a 25 inspirações/ min;

Bebês – 30 a 60 respirações/ min.

PRESSÃO ARTERIAL – TERMINOLOGIA

Hipertensão: PA acima da média

Hipotensão: PA inferior à média

Convergente: a sistólica e a diastólica se aproximam

Divergente: a sistólica e a diastólica se afastam

VALORES DE REFERÊNCIA PARA PRESSÃO ARTERIAL

Hipotensão – inferior a 100 x 60 mmHg

Normotensão – 120 x 80 mmHg

Hipertensão limite – 140 x 90 mmHg

Hipertensão moderada – 160 x 100 mmHg

Hipertensão grave – superior a 180 x 110 mmHg

ESCALA DE DOR

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Escrito pelo Enfermeiro Jefersom Bueno e Editado por Bruno Apolinario, Colombo, PR, 31/08/2017